“No princípio era a Palavra, e a Palavra estava com Deus, e a Palavra era Deus” (Jo 1, 1-2)

A Palavra de Deus, para nós cristãos, a Sagrada Escritura, não se propaga como uma simples questão. Ela não é apenas um livro comum, mas contém a palavra do próprio Deus, seu autor, que, pelo Espírito Santo, inspirou o coração de vários homens ao longo da história, fazendo com que sua mensagem alcançasse toda a humanidade (Concílio Vaticano II, 1997).


Portanto, fica clara sua importância para todo cristão, devendo a palavra ser valorizada e “consumida”, justamente porque a palavra se torna alimento para cada um de nós, filhos de Deus. “[…] É tão grande a força e virtude da Palavra de Deus, que fornece à Igreja o apoio vigoroso, aos filhos da Igreja a solidez na fé, e constitui alimento da alma, fonte pura e perene da vida espiritual” (Concílio Vaticano II, 1997, p. 363).


Diante de tal afirmação, se reconhecemos que a Palavra é alimento, o que acontece quando não a usamos? Quando não nos alimentamos dela?


Podemos imaginar que vamos, aos poucos, enfraquecendo e desanimando em nossa espiritualidade. Assim como o alimento corporal fortalece o corpo para a “luta do dia a dia”, esse precioso alimento fortalece nossa esperança e fé.


Tendo esse alimento essencial em nossas mãos, devemos também ter constância, aproveitando ao máximo, pois nossa vida espiritual deve ser moldada e trabalhada todos os dias, não apenas uma vez por semana, e olhe lá! Às vezes, nem esse mínimo temos a decência de assumir com responsabilidade. Vejamos: tomando como exemplo a jardinagem, a pessoa que possui uma planta certamente não a rega apenas uma vez por semana, mas, no mínimo, todos os dias. Ou pensemos na nossa própria alimentação: por acaso nos alimentamos apenas uma vez por semana? Acredito que não! Ou seja, se aqui nesses exemplos, temos a decência de ter uma constância, uma responsabilidade, por qual motivo também não temos isso com o caminhar de nossa fé?


Queridos irmãos, não vamos negligenciar nossa fé, mas mantê-la viva e eficaz. Claro que todos temos nossa rotina e nossas obrigações, mas, além disso, somos pessoas de fé. E se tratamos esse aspecto de qualquer maneira, acabamos nos tornando cristãos “relaxados” e sem compromisso com o projeto de Deus. Devemos lutar e nos alegrar pelas graças de Deus em nossa vida, e, tendo justamente a Palavra como esse principal alimento, poderemos estar sempre alegres, pois tais palavras não partem dos homens, mas do próprio Deus (Bíblia, 2022).

Wellington Tolentino Gomes – Seminarista do 1º Ano da Configuração

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