História do Seminário

A história vocacional da Diocese de Colatina se confunde com os fatos que se seguiram desde a sua fundação. É claro que uma nova diocese nasce pensando no presente, em estabelecer suas bases, mas da mesma forma é vital um olhar projetado para o futuro, especialmente para a formação vocacional. Assim pensou dom Geraldo Lyrio Rocha logo que assumiu a recém-criada Diocese de Colatina, no noroeste do Espírito Santo. Era o ano de 1990. Dom Geraldo era um jovem bispo em cujas mãos jazia uma tremenda responsabilidade.

Assim que tomou ciência de sua nova missão, ele então se preparou para tomar suas primeiras decisões como bispo diocesano. Em sua lista de prioridades constava, para fazer jus às suas raízes, a criação do futuro seminário da Diocese de Colatina.

A convite de Dom Geraldo, Pe. Antônio Wilson Almança aceita e assume a reitoria do seminário diocesano. Inicia-se o processo de Formação dos futuros presbíteros de nossa Diocese:

“Fui a Colatina e dom Geraldo disse que meu nome havia sido indicado para o seminário. Pedi uma semana para pensar”, conta padre Antonio Wilson, que atualmente é administrador diocesano da Diocese de Colatina e pároco da Paróquia São José, em João Neiva (ES).

O primeiro desafio foi encontrar um espaço adequado para abrigar os jovens vocacionados, pois ainda não havia terreno, muito menos casa própria para acolhê-los. Por mercê de Deus, Dom Silvestre, então arcebispo metropolitano, cedeu-nos um modesto espaço pertencente à Arquidiocese em Itanguá, na Paróquia Virgem Maria – Itacibá, Cariacica.

O seminário funcionou no local até a conclusão das obras da casa de Jardim Tropical, na Serra. Era uma estrutura simples, de madeira e com pouco espaço, mas recebida com entusiasmo e empolgação pelos seminaristas. “A estrutura podia não ser a melhor, porém, éramos um grupo unido e fraterno”, relembra padre Antonio Wilson: “foi um período difícil, pois não tínhamos conforto, nem privacidade. Mas, apesar da simplicidade da estrutura, a casa de Itanguá contribuiu para dar início a identidade da formação presbiteral na diocese de Colatina”.

As reuniões eram realizadas à mesa da cozinha e as conversas privadas aconteciam à sombra do pé de jambo que perfumava o quintal. “O jogo era aberto e as decisões eram tomadas em grupo. Valorizávamos o sentido da vida comunitária e, quando necessário, chamava a atenção e cobrava responsabilidades”, comenta padre Antonio Wilson.

No período em que o seminário esteve instalado em Itanguá, foi ordenado o primeiro presbítero da Diocese de Colatina: o diácono Giovani Marenot Vedoato, no dia 8 de dezembro de 1991, na Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Linhares (ES), durante missa presidida por dom Geraldo.

Pouco tempo depois, a Diocese de Colatina finalmente adquiriu um terreno no bairro Jardim Tropical, município de Serra (ES), onde foi lançada, em 1993, a pedra fundamental que daria origem à futura sede própria do seminário. Toda a estrutura foi muito bem planejada, desde a localização do terreno, a composição física dos ambientes e o conceito estético. Dom Geraldo sabia exatamente o que esperar daquele espaço: “pedi ao arquiteto que planejasse uma casa para acolher uma média de 20 alunos. Não queria algo com perfil de mosteiro, mas uma casa grande com jeito de casa, porque o seminário tem que ser marcado por um ambiente doméstico. Pensamos em um bloco com espaços comunitários e outro com quartos individuais”.

Dom Geraldo lembra ainda das dificuldades financeiras que enfrentou durante as obras. “Foi difícil, pois havia muita coisa para construir ao mesmo tempo na nova diocese. Na última etapa, pedi que cada paróquia assumisse uma cota para finalizar a construção, e a adesão foi imediata”.

O seminário foi inaugurado no dia 26 de fevereiro de 1994, sob o título de “Casa de Formação Maria Mãe da Igreja”. De acordo com ata registrada e lavrada pelo então chanceler do bispado, padre Acácio Valentim de Morais, a solenidade de inauguração contou com a presença do arcebispo metropolitano de Vitória, dom Silvestre Scandian, que abençoou a construção. A ata destaca ainda a presença de “muitos sacerdotes, religiosas, seminaristas e outros convidados”. Vale mencionar que o padre Ernandes Samuel Fantin, hoje sacerdote da Diocese de Colatina, era diácono e atuou como tal naquela ocasião, e que, durante a missa, o seminarista Antonio Luiz Pazolini Pandolfi, hoje também padre de nossa diocese, foi admitido como Candidato às Ordens Sacras.

As novas instalações do seminário contribuíram com a vida de oração, com os estudos e a vida comunitária. Com a mudança de local os seminaristas se aproximaram geograficamente da diocese de Colatina, favorecendo a aplicação de um projeto formativo mais próximo de nossas realidades pastorais, consolidando suas estruturas e despertando novas vocações.

  • person1º Padre Antonio Wilson Almança (1991-1995)

    Inicia sua reitoria em 4 de março de 1991 na casa do bairro de Itanguá (Paróquia Virgem Maria), em Cariacica. Em 26 de fevereiro de 1994, acontece a inauguração da nova e definitiva casa de formação, permanecendo padre Antonio Wilson seu reitor até o dia 1º de junho de 1995. Após 4 anos e 6 meses de dedicação à formação dos futuros presbíteros da diocese, deixa o seminário para continuar seu trabalho pastoral como pároco na Paróquia São José, em João Neiva.

  • person2º Padre Carlos Afonso Sperandio (1995-1999)

    Assume como formador no dia 2 de junho de 1995. Na época, era administrador da Quase Paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Coqueiral, Aracruz. No dia 8 de dezembro de 1996, acontece a elevação dessa paróquia e a posse de padre Carlos como seu primeiro pároco. Ele permanece na reitoria até o fim de 1998.

  • person3º Monsenhor Rubens Duque (1999-2006)

    Assume a reitoria no dia 1º de março de 1999, quando, até então, era pároco da Paróquia Sagrado Coração de Jesus (Catedral de Colatina). Com a nomeação de dom Geraldo para a Arquidiocese de Vitória da Conquista (BA), em 2002, monsenhor Duque é eleito administrador diocesano até a chegada do novo bispo. Encerrou seus trabalhos como reitor no fim do ano de 2006.

  • person4º Padre Paulo Bosi Dal’Bó (2006-2010)

    Em 3 de fevereiro de 2006, o padre Paulo Bosi Dal’bó é acolhido pelos seminaristas como reitor, em uma missa na capela do seminário, presidida pelo bispo dom Décio Sossai Zandonade. Durante seu período de reitoria, padre Paulo também ajudou na administração da então Quase Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus, em Aracruz, por cinco meses. Permaneceu como reitor até janeiro de 2010. No dia 12 de dezembro de 2015, padre Paulo é ordenado bispo, assumindo a Diocese de São Mateus (ES), onde permanece até o momento.

  • person5º Padre Marinaldo Serafim (2010-2015)

    Em fevereiro de 2010, o padre Marinaldo Serafim assume como reitor, vindo da reitoria da Casa de Formação Nossa Senhora Mãe dos Pobres (Propedêutico), em Colatina. Permanece até o fim de 2015 quando é nomeado pároco da Paróquia Nossa Senhora Auxiliadora, em Itarana, e administrador paroquial da Paróquia Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças, em Itaguaçu.

  • person6º Padre Jésus Bento Fioresi (2015-2017)

    No dia 10 de dezembro de 2015, toma posse como reitor o padre Jésus Bento Fioresi, vindo da Paróquia Coração Eucarístico de Jesus, em Guaraná, Aracruz. Em 2017, padre Jésus é nomeado administrador da Paróquia Santa Teresinha do Menino Jesus, em Aracruz. No fim do mesmo ano, é nomeado pároco dessa paróquia e deixa o seminário.

  • person7º Padre Paulo César da Silva (2017 – 2019)

    Assume no dia 11 de dezembro de 2017, vindo da Paróquia São Marcos, em Ibiraçu. Em 2019, padre Paulo é nomeado pároco da paróquia São Sebastião de Governador Lindenberg – Novo Brasil.

  • person8º Padre Edgar Rigoni (2020 – até o momento).

    Toma posse do seminário diocesano em 4 de fevereiro de 2020 e permanece como reitor até o presente momento. Também administra o Santuário Diocesano Nossa Senhora da Saúde.

Ao longo desse período, foram ordenados mais de 35 presbíteros para o serviço em nossa Igreja Particular de Colatina e mais de 90 jovens já foram acompanhados no processo de discernimento vocacional, despertando-os para a vocação presbiteral e, sobretudo, para uma vida fundamentada nos valores cristãos.

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