Da Páscoa florida à Páscoa na madrugada da Ressurreição,
“Já se aproximam os dias de sua paixão salvadora e de sua gloriosa ressurreição; dias em que é vencido o poder do antigo inimigo e é celebrado o mistério da nossa redenção” (Prefácio da Paixão do Senhor II)
Estamos a portas da grande Semana, a Semana Santa, ou também, Semana Maior, coração do ano litúrgico da Igreja. Nela, caminhamos com Cristo e, nas celebrações litúrgicas, mergulhamos no mistério do amor de Deus, que nos “amou até o fim” (cf. Jo 13,1).
Ao longo destes dias santos, contemplamos o Senhor que se entrega livremente por nós, assumindo nossa condição humana até as últimas consequências. Em sua Paixão, Morte e Ressurreição, somos alcançados pela graça da redenção: Ele tomou sobre si nossas dores, carregou nossos pecados e nos reconciliou com o Pai, pois “por suas chagas fomos curados” (cf. 1Pd 2,24).
Mais do que recordar acontecimentos do passado, a Semana Santa é tempo de experiência viva, é o hoje de Deus que se faz presente. Cada celebração nos introduz no Mistério Pascal e nos convida à conversão, à escuta da Palavra, à participação sincera nos Sacramentos e ao seguimento fiel de Jesus.
Este tempo sagrado, nossa caminhada com o Cristo se inicia com o Domingo de Ramos e da Paixão do Senhor, quando recordamos a entrada triunfal de Jesus em Jerusalém. A aclamação do povo contrasta com o caminho que se seguirá: o da entrega total. Com os ramos nas mãos, somos convidados a reconhecer Cristo como Rei, mas também a assumir o compromisso de segui-Lo na fidelidade, mesmo diante da cruz.


Na Quinta-feira Santa, logo pela manhã, concluiremos o Tempo da Quaresma, com a Santa Missa em nossa Igreja Catedral, presidida por nosso Bispo Diocesano, Dom Lauro Sergio Versiani Barbosa, com a presença do clero e de representantes leigos de nossas paróquias. Nela, o bispo consagra o óleo do Santo Crisma e abençoa os óleos dos Enfermos e dos Catecúmenos, que serão utilizados nas celebrações dos sacramentos no decorrer do ano, além de presidir a renovação das promessas sacerdotais dos sacerdotes.
No entardecer do mesmo dia, abriremos o Sagrado Tríduo Pascal, celebrando a instituição da Eucaristia, do sacerdócio ministerial e do mandamento novo. Ao lavar os pés dos discípulos, Jesus revela que o amor verdadeiro se expressa no serviço humilde. A Igreja, reunida em torno do altar, aprende que a comunhão com Cristo exige uma vida doada aos irmãos, especialmente aos mais necessitados.

A Sexta-feira Santa nos coloca diante do mistério da Cruz. É o dia do silêncio, da contemplação e da adoração. Ao venerar a cruz, reconhecemos que ali está a expressão máxima do amor de Deus pela humanidade. Não é um dia de derrota, mas de entrega redentora, que abre caminho para a vida nova.
No Sábado Santo, sobretudo durante o dia, é marcado pela esperança silenciosa. A Igreja permanece em vigília, meditando o mistério da morte e descida de Cristo à mansão dos mortos. É o tempo da esperança que, mesmo no silêncio, confia na promessa de Deus. No entardecer, a grande Vigília na Noite Santa, em que “une de novo, o céu e a terra inteira” para a grande celebração do mistério de nossa fé.
A Vigília Pascal e o Domingo da Ressurreição celebram a vitória da vida sobre a morte. A luz do Cristo Ressuscitado, que acenderá as nossas velas, dissipa todas as trevas e renova a esperança da humanidade. A Páscoa nos recorda que o amor é mais forte que o pecado e que a vida tem a última palavra.


Viver bem a Semana Santa é mais do que participar das celebrações: é deixar-se transformar por elas. É tempo de conversão, de reconciliação, de oração mais intensa e de caridade concreta. Cada gesto litúrgico nos convida a entrar mais profundamente no mistério de Cristo, para que também nossa vida se torne testemunho de sua Ressurreição.
– Como é costume em nossa casa (uma dimensão da própria formação), todos nós saímos para vivenciar os dias santos nas paróquias de nossa Diocese, junto às nossas comunidades, e neste ano, na seguinte forma:
- 1. Padre Marinaldo – Paróquias São João Batista e Santa Teresinha do Menino Jesus – Aracruz;
- 2. Seminaristas Celso e Henrique – Paróquia N. Senhora Auxiliadora – Itarana;
- 3. Seminaristas Luan e Patrik – Paróquia N. Senhora da Glória – Colatina;
- 4. Seminaristas Mateus e Otávio – Paróquia São Pedro – Baixo Guandu;
- 5. Seminarista Kleidson – Paróquia Santa Luzia – Pancas;
- 6. Seminarista Matheus Eloy – Paróquia Sagrada Família – Colatina;
- 7. Seminarista Ryan – Paróquia São Domingos – São Domingos do Norte;
- 8. Seminarista Wellington – Paróquia São José – João Neiva;
- 9. Seminarista Vinícius – Paróquia Imaculada Conceição – Coqueiral de Aracruz.
Meus queridos irmãos, que esta Semana Santa seja, para todos, um caminho de renovação espiritual e um verdadeiro encontro com o Senhor que nos ama e nos chama a viver na plenitude de sua graça. E, de forma antecipada, desejo a cada um de vocês uma Santa Páscoa da Ressurreição do Senhor.

Kleidson Ribeiro Ayolphi – Seminarista do 1º Ano da Configuração (Teologia).