Por especial graça de Deus, participei da celebração de encerramento da terceira sessão do Concílio Vaticano II, no dia 21 de novembro de 1964. Com grande emoção, ouvi estas palavras pronunciadas pelo Papa Paulo VI: “Para glória da Virgem e para nosso bem, proclamamos Maria Santíssima «Mãe da Igreja», isto é, de todo o Povo de Deus, tanto dos fiéis como dos pastores, que lhe chamam Mãe amantíssima; e queremos que com este título seja a Virgem doravante honrada e invocada por todo o povo cristão”. Pegos de surpresa, os mais de dois mil bispos ali presentes prorromperam em grande aplauso que foi seguido pela multidão aglomerada na Praça de São Pedro.

Na Exortação Apostólica Signum magnum, datada de 13 de maio de 1967, São Paulo VI acrescenta: “Maria é Mãe da Igreja não apenas por ser Mãe de Jesus Cristo e sua muito íntima colaboradora na «nova economia, quando o Filho de Deus assume dela a natureza humana, para libertar o ser humano do pecado» mediante os mistérios da sua carne (LG 55), mas também porque «refulge em toda a comunidade dos eleitos como modelo de virtude» (cfr. LG 65 também o n. 63). Como, na verdade, cada mãe humana não pode limitar a sua missão à geração de um novo ser humano, mas deve alargá-la à nutrição e à educação, assim se comporta também a bem-aventurada Virgem Maria. Depois de ter participado no sacrifício redentor do Filho, e de maneira tão íntima que lhe fez merecer ser por ele proclamada mãe não só do discípulo João, mas  do gênero humano, por aquele de algum modo representado, ela continua agora no céu a cumprir a missão que teve na terra de cooperadora no nascimento e desenvolvimento da vida divina em cada alma dos seres humanos remidos. Esta é uma consoladora verdade que, por ser livre beneplácito de Deus sapientíssimo, faz parte integrante do mistério da salvação humana; por isso ela deve ser considerada como de fé por todos os cristãos.

Aquelas palavras de São Paulo VI no encerramento da terceira sessão do Vaticano II ecoaram profundamente em meu coração. Sempre cultivei a piedade mariana, mas a partir daquele momento solene passei a alimentar a devoção a Nossa Senhora invocada com o título de Mãe da Igreja. Por isso, ao dar nome à casa de formação sacerdotal da Diocese de Colatina, no início do meu ministério pastoral à frente dessa querida Igreja Particular, logo me veio à mente e ao coração a ideia de denominá-la “Seminário Maria Mãe da Igreja”. Que título lindo!

Novo realce ganhou essa invocação com a publicação do Decreto da Congregação para o Culto Divino, datada de 11 de fevereiro de 2018: “O Sumo Pontífice Francisco, considerando atentamente quanto a promoção desta devoção possa favorecer o crescimento do sentido materno da Igreja nos pastores, nos religiosos e nos fiéis, como, também, da genuína piedade mariana, estabeleceu que a memória litúrgica da bem-aventurada Virgem Maria, Mãe da Igreja, seja inscrita no Calendário Romano na segunda-feira depois do Pentecostes, e que seja celebrada todos os anos”. Deus seja louvado por essa belíssima iniciativa do Papa Francisco!

Imploro a Maria, Mãe da Igreja, que continue a interceder junto ao seu divino Filho pelo nosso Seminário que se honra de tê-la como titular, padroeira e protetora.

Dom Geraldo Lyrio Rocha

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