O terceiro Ano Vocacional da Igreja no Brasil será realizado de 20 de novembro 2022 a 26 de novembro 2023. O tema “Vocação: Graça e Missão” se fundamenta na afirmação de que “a vocação aparece realmente como um dom de graça e de aliança, como o mais belo e precioso segredo de nossa liberdade”

Em abril de 2021, por unanimidade, a 58ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) aprovou a realização do terceiro Ano Vocacional da Igreja no Brasil em 2023, que deverá ser celebrado de 20 de novembro de 2022 a 26 de novembro de 2023. A iniciativa comemora os 40 anos do primeiro ano temático dedicado à reflexão, oração e promoção das vocações no país. A proposta foi apresentada pela Comissão Episcopal Pastoral para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada da CNBB.

À época, o bispo de Tubarão (SC) e presidente da Comissão para os Ministérios Ordenados, dom João Francisco Salm, disse que o Ano Vocacional de 2023 dará continuidade a um processo iniciado em 1983, quando foi celebrado o primeiro ano vocacional do Brasil. Naquela oportunidade, a iniciativa “favoreceu e ampliou o reconhecimento de que toda a comunidade cristã é responsável pela animação, cultivo e formações das vocações”. O bispo também elencou vários frutos que surgiram como a dinamização dos Serviços de Animação Vocacional e da Pastoral Vocacional e a produção de subsídios.

Após a aprovação, a Comissão Central do Ano Vocacional recebeu várias sugestões de temas para o Ano Vocacional. As sugestões, segundo o assessor da Comissão para os Ministérios Ordenados e a Vida Consagrada, padre João Cândido Neto, manifestaram um anseio muito forte de uma Igreja mais unida (sinodal), mais missionária, mais diaconal e mais próxima das pessoas.

Nas reflexões feitas em algumas dessas reuniões, um outro ponto muito claro, segundo o padre João Cândido Neto, é que o Ano Vocacional deve tratar da vocação no seu sentido mais profundo e mais amplo (abrangente), pessoal e comunitário.

“Deve promover com muita clareza a identidade das mais diversas vocações específicas na Igreja (somos um povo de vocacionados e vocacionadas).  Deve, ao mesmo tempo, superar tanto uma visão reducionista (excludente, de privilégio e clericalista) de vocação, como uma generalização descorada que não impacta o indivíduo a quem, na verdade, “Deus chama pelo nome”. Vocação pessoal e Igreja (como comunidade de vocacionados e vocacionadas) são inseparáveis”, disse.

Inspirado no Documento Final do Sínodo dos Bispos sobre “Os jovens, a fé e o discernimento vocacional” e considerando as sugestões e reflexões nas várias reuniões, a Comissão escolheu e divulgou como tema do Ano Vocacional 2023 “Vocação: Graça e Missão” e o lema “Corações ardentes, pés a caminho” (cf. Lc 24, 32-33). 

A escolha do tema e lema

O tema “Vocação: Graça e Missão” se fundamenta na afirmação de que “a vocação aparece realmente como um dom de graça e de aliança, como o mais belo e precioso segredo de nossa liberdade”, conforme o Documento Final de nº 78.

Já o texto bíblico iluminador “Jesus chamou e enviou os que ele mesmo quis (cf. Mc 3, 13-19)” ajuda a aprofundar que a origem, o centro e a meta de toda a vocação e missão é a pessoa de Jesus Cristo.

“Encarar o desafio de uma espiritualidade para o Ano Vocacional: “vocação” é iniciativa de Deus, é mistério, é graça, é experiência de encontro com Jesus, é fascínio e alegria, é assombro, é sensibilidade ao apelo, é inconformidade, é resposta pessoal, é envolvimento comunitário, é missão, é tarefa, é serviço, é disposição para o sacrifício, é entrega da vida, é coragem e determinação, é esperança e convicção firme, é testemunho de fé: é “espiritualidade” como a que moveu o próprio Jesus e marcou sua personalidade, imprimindo-lhe caráter e identidade”, disse a Comissão organizadora.

O lema “Corações ardentes, pés a caminho” (cf. Lc 24, 32-33) fala do coração e dos pés. Recorda os discípulos de Emaús. O coração que arde ao escutar a Palavra do Ressuscitado e os pés que se colocam a caminho para anunciar o encontro com o Cristo.

“Desejamos que o Ano Vocacional ajude cada pessoa a acolher o chamado de Jesus como graça, seja uma oportunidade para que mais e mais corações ardam e que os pés se ponham a caminho, em saída missionária”, finalizou a Comissão.

Fonte: Vatican News

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