Chegamos em terras capixabas no dia de 21 de maio. Do aeroporto, seguimos para o Seminário Diocesano de Colatina, localizado em Serra (ES). Lá, reencontramos os seminaristas com os quais tivemos um primeiro contato na posse de Dom Wladimir, em Lorena (SP). Ainda não sabíamos como seria o nosso estágio, mas já podíamos intuir que a experiência de conhecer uma outra Diocese marcaria profundamente nosso processo formativo.

Em nosso primeiro final de semana, que caiu na Solenidade litúrgica de Pentecostes, fomos a Ibiraçu, onde visitamos o Santuário de Nossa Senhora da Saúde. Na ocasião, ficamos hospedados no IESIS (Instituto Espírito Santo de Inovação Social). Pudemos conhecer Dom Décio Zandonade, Bispo Emérito da Diocese de Colatina, e participamos de algumas missas no Santuário.

Já no início de nosso estágio, surgiu-nos a ideia de fazer um diário de missão, por meio do qual apresentaríamos algumas de nossas atividades na Diocese. Dessa forma, informaríamos aos diocesanos de Lorena o que fazíamos na missão, de modo que eles pudessem participar de nossa experiência pastoral. Os vídeos eram publicados no Facebook, e todos seguiriam o mesmo formato: apresentaríamos a cidade onde estávamos, a Paróquia e suas peculiaridades, as obras sociais e atuação dos religiosos consagrados no território paroquial, caso houvesse. Consideramos que essa inspiração foi obra do Espírito Santo: através dos episódios do “Diário de missão: Diocese de Colatina” não apenas informávamos aos nossos amigos e conhecidos da Diocese de Lorena sobre nossas atividades, mas também estreitávamos ainda mais os laços com os diocesanos de Colatina.

Em praticamente dois meses, conseguimos conhecer as cinco Áreas Pastorais que compõem a Diocese, nessa mesma ordem: Linha Ita, Área Colatina, Área do Café, Br 101 Norte e Br 101 Sul. Percebemos que cada área, apesar de possuir características próprias, assemelhavam-se essencialmente no engajamento dos leigos – e aqui vale mencionar a riqueza dos ministérios instituídos (Batismo, exéquias, ministro da Palavra, testemunha qualificada para o Matrimônio) – e na proposta evangelizadora comum que abraçavam.

Nas Paróquias onde permanecemos por alguns dias – Nossa Senhora Medianeira de Todas as Graças (Itaguaçu), Sagrada Família (Colatina), Santa Luzia (Pancas), Nossa Senhora da Conceição (Linhares), São João Paulo II (Linhares), São João Batista (Aracruz) –, estabelecemos uma relação saudável e amistosa com os leigos e padres. Havia grande expectativa pela nossa chegada, e percebemos o quanto se prepararam para nos receber. Desejavam que nos sentíssemos bem acolhidos, e o fomos efetivamente. Éramos “estrangeiros”, mas nos sentíamos em casa: um paradoxo admirável, uma vivência que deixará saudade…

Também estabelecemos contato com alguns religiosos consagrados que atuam na Diocese. O papel que eles desempenham na evangelização e a ação social que algumas congregações promovem, fazem parte das riquezas que pudemos apreciar na Igreja Particular de Colatina. A vivência cristã dos leigos, presbíteros e religiosos consagrados testemunham a catolicidade da Diocese, que evangeliza em diversas frentes, atendo-se, principalmente, aos mais pobres e necessitados. A Cáritas Diocesana é a expressão mais eloquente dessa preocupação social para com as pessoas em situação de vulnerabilidade.

Por fim, conhecemos as instalações, organismos e setores da Cúria Diocesana. Ficamos impressionados com sua organização, indicativo da competência, profissionalismo e amor daqueles que trabalham no coração administrativo da Diocese. O amor à Igreja também se demonstra pelos cuidados com sua administração: no breve contato que tivemos com os colaboradores da Cúria, aprendemos que sempre é possível aperfeiçoar e atualizar as estruturas visíveis da Igreja, visando o bem comum do povo de Deus.

A experiência pastoral-missionária que fizemos em Colatina integra, hoje, nossa história vocacional e cristã. Superando as melhores das expectativas que poderíamos nutrir, a vivência eclesial em terras capixabas nos acompanhará para sempre. Já com nostalgia e saudade, nos despedimos no dia 12 de julho. Na memória ficaram as boas recordações. No coração, a saudade dos amigos que lá fizemos. Na intenção, o desejo de retornar como sacerdotes para oferecermos o Santo Sacrifício nas igrejas que nos acolheram. E em nossas preces diárias, nossa gratidão a Deus pelo que vivemos e experimentamos na Diocese de Colatina.

Seminaristas Gustavo e Robson.

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